TV Digital em fase beta

Digital

Até que fim o Brasil entrou (atrasado) na revolução tecnológica que pretende manter a Televisão como um objeto de utilidade publica por mais alguns milhares de anos, nesse domingo ás 20h30 o sinal da TV DIGITAL no País foi liberado oficialmente. Na sua fase “BETA” somente os Paulistanos poderão apreciar o serviço.

Em cadeia nacional o nosso glamuroso Presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em rede nacional que nunca na história desse pais o brasileiro deixou de perder tão poucos episódios da sua novela favorita.

A intenção é implantar a TV Digital em todas as capitais do país até o final de 2009 segundo o Ministério das Comunicações e cidades como Brasília, Rio e BH terão o sinal no meio do ano que vem, até 2013 todos municípios assistirão suas Novelas com TV Digital.

O melhor de tudo meu povo o sinal é de graça, free! Mas para assistir você terá de adquirir um conversor digital caso você não tenha uma LG Time Machine de 42” com conversor embutido. Os conversores já estão disponíveis no mercado, custando em entre R$500 e R$1,1 mil mas segundo o MC(Ministério das Comunicações) em poucos meses o preço deve reduzir para algo em torno de R$200.

Então é isso meus nobres, se abram para a Revolução Digital brasileira.

Update!

E já tem gente dando boas e divertidas opiniões sobre o assunto, vejam aqui.

Continue reading » · Rating: · Written on: 12-03-07 · 5 Comments »

Pirataria ou Correria? Mesmo que discutir sexo, religião e paz mundial

genericoPirataria ou Correria? Muita gente entra no mundo da pirataria para garantir o pão de cada dia seja ele “Made China” ou “Made Taiwan /taiuvam“), debater esse assunto surgiu depois que reproduziram enumeras copias do filme Tropa de Elite que ainda vai ser lançado na telona e já estão sendo pirateado á algumas semanas, tudo muito rápido como reprodução de preá.

Vale à pena comprar um produto pirata de 10 reais ou um produtor original de 100 reais? Vende mais porque é mais barato ou vende menos por que é mais caro? Acho que se o Brasileiro tivesse uma renda (tricô, costurar) suficiente para dar 100 reais em um software, por exemplo, Windows XP, pois não tem graça dar o Windows Vista como exemplo! Ele com certeza não iriam comprar um produto genérico para obter lucro, ele com certeza iriam preferir ter o produto original e ter a assistência que ele precisar para utilizar do mesmo, coisa que com o pirateado não conseguiria ter.

Mas é o que acontece é ao contrario, o consumidor vem gastando seu pobre dinheiro com produtos piratas sem garantia algum e sem assistência, tudo isso pela falta de renda. Fora tudo isso ainda vale lembrar que os preços desses softwares ainda poderiam ser reduzidos mesmo o brasileiro não tendo a renda suficiente para compra ele pelo menos se motivaria a economizar para ter um produto de qualidade e diminuindo a pirataria nos dias de hoje, quando falamos em pirataria a conversa vai longe, queria chamar meus leitores camaradas, que se manifestem diante dessa discussão, promovendo um conteúdo bacana!

Valeu por convidar Erik.

Continue reading » · Rating: · Written on: 09-29-07 · 8 Comments »

CPMF, De quem é a culpa ?

impostosA famosa CPMF (Contribuição Provisória sobre a Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira) tem até esse mês de setembro de 2007 para ser prorrogada e então continuar valendo para os próximos anos, caso contrário sua validade extingue-se em dezembro agora. È de se destacar a conturbada trajetória desse tributo, que surgiu como um instrumento provisório de arrecadação para a situação catastrófica da saúde pública na época, por volta de 1996. Com sucessivas prorrogações, a CPMF virou uma realidade, de um lado mais uma maneira de alimentar o caixa do governo e por outro mais um tributo pago pelos cidadãos, tirando dinheiro que poderia estar circulando na economia para servir de financiamento dos gastos públicos. Apesar da aparente insignificância da sua alíquota de 0,38%, dados do IBPT (instituto  brasileiro de planejamento tributário) afirmam que em média os brasileiros trabalham 7 dias do ano só para pagar a CPMF; diante de tal dado pode-se perceber a relevância dessa pequena alíquota que à primeira vista pode parecer pequena, mas, diante do número de atividades bancárias que hoje se realizam, arrecada uma fortuna, que só nesse ano já ultrapassa os 20 bilhões.
Diante dos números não é de se estranhar a pressão que o governo vem fazendo sobre os congressistas para realizarem a prorrogação de tal tributo, ora, o próprio governo já inseriu na lei de diretrizes orçamentárias de 2008 a sua expectativa de receita com a CPMF, acreditando que a sua prorrogação será concretizada pelos deputados.

Conversando com um amigo esses dias, ele reclamava do tributo em pauta e dos deputados, atribuindo a eles a culta da continuação da CPMF; eu fiquei refletindo, será que a culpa é mesmo deles?

Se analisarmos quem colocou esses congressistas nos cargos que ocupam o foco já muda um pouco, pois então, nós todos, eleitores, que creditamos nossos votos aos políticos e os legitimamos para representarem nossos desejos e idéias em Brasília, é que instituímos a CPMF e provavelmente vamos prorrogá-la.

Isso mesmo, os deputados nada mais são do que a representação democrática do povo, demonstrando suas idéias e anseios, se contudo, a atuação deles não vem condizendo com o que o povo deseja está ocorrendo algum problema de comunicação entre a sociedade e os que a representam no poder ou então os que nos representam não estão fazendo jus ao cargo a que foram destinados. Dessa forma, se não queremos mais tal imposto cabe a nós mesmos extingui-lo, utilizando o poder soberano que possuímos, o poder do povo.

Nesse momento, é necessário que a sociedade pressione os seus representantes no Congresso Nacional para que eles coloquem em prática o seu anseio de não prorrogar essa contribuição, e caso eles não efetivem tal desejo, cabe ao povo utilizar-se mais uma vez, agora em 2010, do seu poder soberano, simplesmente não votando neles.

Continue reading » · Rating: · Written on: 09-05-07 · 13 Comments »

Alternativa jurídica para os parentes das vítimas não identificadas do Vôo 3054 da TAM

O IML de São Paulo tem encontrado dificuldades na identificação dos corpos das vítimas do avião da Tam acidentado no aeroporto de Congonhas no último dia 17 de julho; não era de se esperar outra realidade já que, devido às peculiaridades do acidente, a maioria dos corpos deve ter sido por total carbonizados; nesse sentido, há uma semana não são identificados restos mortais, faltando conquanto ser identificados quatro passageiros. Se contudo, essas vítimas não tiverem seus corpos identificados o que impediria de imediato a expedição do certificado de óbito, caberá aos seus parentes uma longa jornada perante a justiça.

Para casos como esses, existe no ordenamento jurídico brasileiro o instituto daTAM ausência,segundo ele os parentes das vítimas poderão requerer a declaração da morte presumida do seu familiar, argumentando e provando que é extremamente provável a sua morte ou por estar dentro do avião da TAM ou porque estava no local aonde ele caiu. Depois desse passo caberá então a declaração de ausência e a abertura da sucessão provisória, representando na prática que o juiz nomeará alguém para gerir os bens do desaparecido enquanto eles não são divididos como ele estivesse oficialmente morto. Essa sucessão provisória apenas quanto a divisão dos bens é semelhante a sucessão definitiva já que os herdeiros do presumido morto não poderão se desfazer deles sem autorização do juiz, cabendo a qualquer ato frente a esses bens uma autorização da justiça. Só então passados dez anos dessa declaração de ausência provisória é que se converterá em sucessão definitiva, passando então os bens do morto aos seus herdeiros de forma definitiva e autônoma. Essa declaração terá efeitos de uma declaração de óbito definitiva, liberando até o estado civil do seu cônjuge se for o caso, que só então se tornará viúvo ou viúva.

Com esse instituto o legislador brasileiro verificou uma forma de resguardar o patrimônio daqueles que desaparecessem deixando ou não notícias com a família, além de resguardar a própria justiça frente fraudes sobre a morte. Nesse caso específico de acidentes, a ausência e todo esse seu rito estabelecido na lei tornam-se mais um tormento às famílias daqueles que perderam seus entes de forma tão trágica, dessa forma a própria presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ciente do caso, disse que se fosse necessário ia analisar alguma brecha que se permitisse declarar desde logo a morte dos que não fossem identificados.

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O papel dos blogs como mídia

debateDesculpem-me pela demora, mas enfim aqui está o resultado da primeira etapa do debate que está movimentando idéias e criticas na nossa blogosfera, eu digo nossa.

Blogosfera Brasileira em Debate (“Esquenta” do BlogCamp SP 2007)

Participantes do debate:

Debatedores Convidados:

Beto Largman

Tiago Dória

Guilherme Valadares (Revista Papo de Homem)

Rosana Hermann (Querido Leitor)

Rebatedora Convidada:

Nospheratt (Blogando por dinheiro)

Perguntas de Tiago Dória:

Para Beto Largman
Você acredita que o uso pela chamada grande mídia da ferramenta blog ainda é muito pobre? Pergunto isso, pois quando se fala em inserir blogs em um jornal, geralmente se pensa logo em transformar colunistas em blogueiros, enquanto existem outras formas de usar a ferramenta [ http://www.bivingsreport.com/2007/16-ways-the-news-media-can-use-blogs/].
Como contornar essa situação? Ou o melhor uso é realmente transformar colunistas em blogueiros?

Resposta: Minha experiência como blogueiro é meio atípica, pois comecei dentro de um jornal on-line. Acho que o Globo está em um bom caminho, eles foram os primeiros a realmente acreditar neste potencial e as pessoas responsáveis por esta iniciativa lá dentro tiveram que fazer muita pressão para as coisas acontecerem. Existem hoje mais de 70 blogueiros que não são colunistas, abordando assuntos como documentários, Apple, histórias em quadrinhos, baladas, vestibular, botequins etc. Os colunistas passaram a escrever blogs há pouco tempo. Acredito que ainda haja um grande espaço a ser preenchido pelos blogs na grande mídia, principalmente em conteúdos mais específicos. Tenho certeza absoluta de que o interesse deles pelos blogs só vai crescer e que, com o tempo, novas maneiras de usar a ferramenta blog serão criadas.

Comentário de Nospheratt: Na minha opinião, a maioria dos blogs que pertencem à jornais online e portais são semi-blogs; muitos deles não tem comentários, ou não há uma verdadeira interação entre o autor e os comentaristas, eles linkam pouco (quando o fazem) e praticamente não participam da Blogosfera. O que é uma pena, pois o apoio desses blogs, se eles se engajassem mais nas questões meta-blogosféricas, seria valiosíssimo.

Para Rosana Hermann
Como mídia recente, qual a condição dos blogs de substituir ou competir avançadamente com outros canais de comunicação [rádio, TV, jornal] na área de publicidade? O post patrocinado é o melhor caminho?

Resposta:Existem dois tipos de blogs autorais (além dos corporativos): os independentes, feitos pelos próprios autores, sem apoio de empresas e os blogs de portais, jornais, revistas. Os blogs de veículos já contam com a estrutura de publicidade, apoio jurídico, dos veículos de comunicação. A dificuldade de conseguir publicidade, patrocínio, é para o blogueiro independente. Este tem um longo caminho a percorrer, desde a criação, a atualização, a divulgação até a popularização do seu blog. A grande arma do blogueiro é que ele leva consigo uma ‘rede’ de leitores. Esta rede é seu patrimônio. É ela que valoriza seu blog, que pode sensibilizar ou interessar empresas.
Em geral, como os números de visitas dos blogs não são astronômicos como as emissoras de tv, vale muito mais ter uma rede fiel, credibilidade e um nicho interessante de formadores de opinião do que ter quantidade sem qualificação.

Comentário de Nospheratt: O que eu vejo é que o blogueiro que estiver disposto a investir tempo e ser paciente, colherá muitos frutos no futuro. Essa rede de leitores, que talvez hoje não valha muito, dentro de algum tempo (alguns anos, provavelmente) valerá ouro. A tendência mundial é que o conteúdo, o marketing, as estratégias, tudo se segmente cada vez mais, e haverá cada vez mais demanda por conteúdo e público especializado. Talvez seja difícil de acreditar nisso agora, frente à realidade presente no Brasil, mas os pioneiros de hoje (se persistirem e fizerem os deveres de casa) serão os líderes de amanhã.

Para o Guilherme Valadares
Você acredita que uma das funções ou características dos blogs é fazer um contraponto à grande mídia, ou blogs, ao escolherem novos nichos e enfoques a um assunto, acabam por si só fazendo esse contraponto naturalmente?

Resposta: Então, Tiago, não acredito que seja função ou característica inerente aos blogs fazer um contraponto à grande mídia e os veículos mainstream.

No entanto, por sermos veículos com características como liberdade editorial, autonomia e extrema rapidez na produção de conteúdo, o contraponto surge naturalmente, já que a grande mídia costuma ser mais restritiva e mais lenta.

Mas isso nos leva a uma outra questão. Para fazer um contraponto, acredito que precisamos ter dois elementos de peso ao menos semelhante. Os blogs, como comentei na pergunta que enviei ao grupo, ainda são o mosquito no cocô do cavalo do bandido (vide Inagaki). Portanto, nossa grandeza ainda é pequena, ainda não temos peso para entrar na liga da grande mídia.

O lado bom é que isso vem mudando. 2007 está sendo um ano maravilhoso para a blogosfera com iniciativas como o BlogBlogs e o BoomBust. Tudo isso ajuda a nos dar mais corpo. Sem organização, sem unidade, nunca seremos contraponto. Seremos no máximo mosquitinhos ou então macacos superdotados.

Comentário de Nospheratt: Os blogs podem funcionar em relação à grande mídia da mesma forma que os leitores funcionam em relação aos blogs: como vigilantes, ombudsmans, co-criadores e fiscalizadores. Para que isso funcione realmente, como diz o Guilherme, é preciso que a blogosfera cresça e apareça, tenha peso, seja levada em conta e à sério pelo resto da mídia.

E volta a questão da união, do movimento conjunto, como forma de atingir os objetivos comuns à todos.

Perguntas de Rosana Hermann

Para Tiago Dória
Um artista do elenco da Rede Globo, tida como o meio de comunicação mais poderoso do Brasil, disse uma vez que ‘blog é mídia de quem não está na mídia’. Você acha que o blog ainda é uma ante-sala da mídia oficial ou hoje o blog já tem status de mídia em si?

Resposta: Depende do blog. Alguns já tem status de mídia, com comunidade de leitores, publicidade e relevância na rede. Mas eu não vejo de forma negativa os blogs serem considerados por alguns uma ante-sala da “mídia oficial”. Acho que justamente por terem um cárater mais informal e serem, em um primeiro momento, uma ferramenta aberta a todas pessoas, podem ser uma espécie de laboratório para a mídia oficial. Uma incubadora de talentos. Temos bons exemplos disso.

Há dois meses, o The New York Times contratou um blogueiro para ser jornalista de TV. No ano passado, Amanda Congdon, ex-apresentadora do videocast Rocketboom, foi contratada para apresentar um programa da ABC.

Portanto, neste sentido, acredito que os blogs podem ser uma confortável e agradável ante-sala da mídia oficial. Aliás, acredito que setores de RH da mídia oficial deveriam olhar com mais carinho para a blogosfera e os videocasts. Existe muito talento nestas áreas.

Comentário de Nospheratt: acho que “os blogs como ante-sala da mídia e incubadora de talentos” é positivo se for uma opção; se o desejo do blogueiro é utilizar o blog como portifólio, tudo bem. No entanto, se isso significa que a “mídia oficial” é melhor ou mais desejável do que a “mídia blog”, é extremamente negativo. Os blogs merecem ser respeitados e reconhecidos por mérito próprio.

Para Guilherme Valadares
Qual a diferença entre blogs que produzem conteúdo e blogs que apenas replicam conteúdos de outros lugares? Por que os leitores em geral não dão importância para a autoria ou créditos?

Resposta: Há dois modos de se replicar conteúdo. O primeiro é simplesmente usar crtl+C, crtl+V e fazer um novo post ignorando completamente a autoria. O outro modo é buscar autorização e dar os devidos créditos. Já fiz isso várias vezes no Papo de Homem, e os próprios autores se sentem honrados ao verem o trabalho deles ganhando mais divulgação.

Blogs que vivem apenas da replicação nociva e descarada são uma erva daninha, que desvalorizam o trabalho de todos nós e devem ser denunciados sempre que possível.

Em relação aos leitores, também existem dois tipos. O casual, que está passando pelo seu blog, em busca de entretenimento ou de algua informação específica. E existe também o leitor pró-ativo, que pode ou não ser fiel, e busca sempre informações sobre a fonte e autoria dos textos.

Esse leitor pró-ativo é como aquelas pessoas que buscam a data de validade e informações nutricionais dos alimentos no supermercado. São uma minoria, mas uma minoria importante, pois são justamente eles que buscam maior qualidade, têm maior potencial de fideliação e fazem uma bela propaganda boca-a-boca.

Portanto, minha postura é que devemos sempre produzir conteúdo e trabalhar em nossos blogs pensando neles, que, a longo prazo, serão a base de sustentação para nossa empreitada.

Comentário de Nospheratt: acredito que existe um terceiro meio de replicar conteúdo, que é bastante aceito socialmente: regurgitar assuntos tratados em outros blogs ou sites. Ele é nocivo pois denota falta de criatividade e acaba cansando o leitor (quendo ele vê a mesma coisa escrita de forma diferente pela 100º vez). A famosa “câmara de eco”.

O leitor é a base dos blogs. Sem leitores, não temos nada. Mas a maioria dos leitores realemente não se preocupa com créditos e autoria; as pessoas tendem a acreditar em qualquer coisa que lhe seja apresentada. O leitor não está preocupado com os créditos porque o que ele quer é ler, é ter acesso à informação. Uma possibilidade seria que o próprio blogueiro educasse seus leitores, ajudando a difundir a noção de que plágio é errado. Por incrível que pareça, MUITA gente acha que não tem nada demais copiar conteúdo, pois acham que uma coisa intangível não tem demasiado valor, e que “o que está na net é de domínio público”.

Taí uma coisa que não se discute muito: as coisas que os blogueiros podem ensinar aos seus leitores. Que plágio é ERRADO, a questionar o que lê, a participar da geração de conteúdo e disseminação da informação, etc.

Para Beto Largman
Como você equacionaria os parâmetros como conteúdo, sucesso, marketing, nos resultados de visitação de um blog? Quanto mais famoso o blogueiro, maior o numero de visitantes? Quando melhor o marketing do blog pior o seu conteúdo? Quando melhor o conteúdo, menor o seu sucesso? Afinal, o leitor de blog só gosta de ler besteirol? Ou o sucesso de um blog é medido mais por prestigio do que por números?

Resposta: Infelizmente, a qualidade do conteúdo de um blog não vai determinar se ele terá uma grande audiência. Existem blogs excelentes, com bom tempo de estrada e que são pouco conhecidos. Quando um(a) ex-BBB decide lançar um blog, este tem mais acessos em um minuto do que muitos outros blogs têm em anos. Acredito que a persistência é fundamental, mas haverá uma seleção natural dos que ficarão, e não serão necessariamente os de melhor conteúdo. O blog do(a) ex-BBB provavelmente terá uma vida curta. Um blog que se “marketeia” bem não será necessariamente um blog ruim. O leitor de blog, como os outros leitores, internautas e telespectadores, também gosta de besteirol. Mas, ainda bem!, uma boa parcela dos que procuram os blogs está interessada em bons conteúdos.

Ainda tenho muitas dúvidas quanto à mensuração do sucesso de um blog. Qual o melhor critério? Technorati? Blogblogs? Audiência? Não sei, mas não consigo deixar de achar o critério audiência muito importante, já que Technorati e Blogblogs são ferramentas que o grande público desconhece.

Comentário de Nospheratt: Sem dúvida, os blogs e a blogosfera são um reflexo das pessoas, do mundo real. Aqui, como em qualquer outro lugar, o besteirol vende mais, muito mais. O Beto tem muita razão ao dizer que a qualidade do conteúdo não é sinônimo de sucesso; não é. Me atrevo a dizer que quanto melhor o conteúdo, menor a popularidade. É uma realidade desagradável, mas acredito que isso mudará no futuro.

Nossa blogosfera ainda está perto dos primórdios, estamos engatinhando. Se você for ver a blogosfera angla, existem muitos blogs muito bons e muito populares. Também é uma questão de mercado, de maturidade do público. O mercado para blogs em português é reduzido, finito; o mercado anglo compreende praticamente o mundo todo. E o público anglo já ultrapassou a noção de que blog é somente diário adolescente. Quero acreditar que nós seguiremos esse caminho também.

Quanto a medir o sucesso, com certeza a audiência é o fator determinante. Technorati e afins são ferramentas que só tem real importância para os insiders, para os blogueiros e quem está por dentro da blogosfera. Um blog pode ser muito bom, mas que sucesso real ele pode ter se não tem muitos leitores e visitantes?

Pergunta de Guilherme Valadares

Segundo o Guilherme essa é a única pergunta que ele faz, para participantes de todos os grupos, então fiquem a vontade para debater juntamente.

PERGUNTA: No Brasil, os blogs ainda são vistos como um pequeno e tímido braço da mídia. Apesar da enome quantidade, sofremos por sermos percebidos como veículos amadores. Lógico, muita gente lê e acompanha uma enorme variedade de blogs. Mas quando se trata de uma notícia séria, quase sempre a tendência é checar em grandes portais, jornais impressos ou televisivos, se o que lemos foi verdade.

A grande massa da população pensa assim, isso é um fato e não importa quantos argumentos sejamos capazes de produzir em contrario. Não se transforma a imagem do dia pra noite. A questão não é somente o modo como nossa credibilidade é afetada, mas também nossa viabilidade financeira. Afinal, a maioria das empresas prefere não se associar a veículos percebidos pelas pessoas como de baixa credibilidade.

Sem mais enrolação, minha pergunta é: quais ações práticas podemos tomar para aumentar nossa credibilidade como veículos de mídiae reposicionar nossa imagem frente ao mercado?

coloco o trecho abaixo, retirado de um post do Inagaki, como referência para a discussão:

“- No ramo publicitário, 80% das verbas são destinadas a veículos off-line: TV, rádios, jornais, revistas. Desse orçamento restante, dedicado à propaganda na Internet, não mais do que 20% desses valores serão destinados a marketing viral. A verba destinada a blogs, dentro dessa fatia do viral, não passará de outros 20%. Ou seja: atualmente, os blogs representam a mosca do cocô do cavalo do bandido de um orçamento publicitário. Avanços têm sido feitos, e clientes e agências hoje levam os blogs muito mais a sério do que há um ano. Porém, se um blogueiro deseja independer de Google Adsense, Mercado Livre, Submarino e outros meios de rentabilizar sua página, atraindo anunciantes interessados em adquirir banners ou encomendar resenhas pagas em seu blog, necessita criar o quanto antes seu mídia kit.”

Resposta de Rosana Hermann
O blogueiro é um exército de um homem só. Ou uma mulher só. Há blogs coletivos, mas na hora de fazer o post, o blogueiro assina sozinho. Nâo tem back up, não tem departamento jurídico para segurar a onda, não tem sobrenome da empresa. Só o do pai e da mãe mesmo. Por isso, a credibilidade do blog é a mesma do blogueiro, incluindo toda sua vida pregressa, videos comprometedores do YouTube e tudo mais. O blog e o blogueiro são julgados igual e permamentemente

O blog e o blogueiro só têm a Internet como mídia de divulgação. O próprio blog, os blogs amigos, tags nos comunicadores instantâneos, comunidades no Orkut, assinaturas em emails. Os blogs costumam estar circunscritos a seu próprio ambiente. TAnto é que, quando alguém menciona um blog na tv, por exemplo, as pessoas celebram como índios diante do espelhinho: ‘Ó! Fantástico! Falaram do blog tal na Televisão!!’.

Como ampliar o poder, a visibilidade, a rentabilidade e a credibilitade dos blogs?

A solução é a da formiga: a associação. Blogueiros que migraram para empresas de comunicação viral, marketing de guerrilha sempre procuram blogs bacanas para realizar parcerias. Dificilmente o blog vai participar de uma campanha milionária de tv mas pode participar de uma ação viral bacana.

O blog também tem uma vantagem incrível, produz conteúdo, algo que todos buscam hoje. Todo blog está pronto para virar coluna de um jornal impresso, revista, etc. Isso também ajuda e promove os blogs de uma forma geral. Também podemos produzir conteúdo para empresas de celulares, que cada vez estarão mais ávidas por conteúdos exclusivos para oferecer diariamente aos assinantes.

O grande problema que enfrentamos, como minoria midiática é o de todas as minorias: o preconceito. O ranço de que blog é coisa de adolescente, de que blog é coisa de quem quer aparecer na mídia (como se o blog já não fosse mídia), de que blog é coisa de quem não tem nada mais pra fazer (como se blogar fosse só um hobby de desocupados).

Uma das coisas que ajudaria na prática, seria a divulgação constante do PODER dos blogs em termos de contato com os usuários. Exemplo: você sabia que todos os grandes blogs do Brasil têm mais visitas por dia do que alguns canais de TV a cabo? Já publiquei sobre isso. Mas o mídia, que programa os comerciais no canal a cabo que pouca gente vê, nem sabe que blogs existem, nem pensa, nem cogita usar blog como mídia.

A credibilidade é um ítem de julgamento que vem depois da visibilidade.
Primeiro é preciso ser visto, conhecido, divulgado, para depois ser julgado e aprovado pelo mercado.
Botar bons ovos, cacarejar bem alto e se der, soltar a franga pra fazer barulho no galinheiro.

Resposta de Beto Largman

Acho que todos estes encontros e manifestações que já estão acontecendo são ações importantes para aumentar a nossa credibilidade, pois mostram que levamos este assunto muito a sério. Os blogs vão se fortalecer e ganhar cada vez mais espaço, é somente uma questão de tempo até o mercado realmente entender esta revolução que está acontecendo. Algumas empresas demorarão mais, outras menos. As que sacarem isso primeiro, ficarão com uma boa dianteira em suas áreas de atuação em relação às que pegarem o bonde lá na frente.

Resposta de Tiago Dória

Primeiro é criar um mediakit e investir em conteúdo diferenciado. Segundo - fechar parcerias com outros sites e blogs e agências de publicidade para mostrar que os blogs têm valor. Além de tentar se credenciar em coletivas de imprensa. Algumas assessorias já cadastram blogs.

Comentário de Nospheratt: A idéia em comúm é que a associação é o que vai abrir as portas do crescimento para a blogosfera. Muita gente está começando a ver que sozinho, é difícil chegar à qualquer lugar. Unindo forças não só aumentamos nosso alcance, mas fazemos mais barulho, somos mais visiveis, botamos mais ovos. Inciativas como o Blog Camp mostram ao mundo a que viemos, e que encaramos os blogs com seriedade, como ferramentas úteis de geração de conteúdo e comunidade.

Concordo com a Rosana em que “A credibilidade é um ítem de julgamento que vem depois da visibilidade.”. Se você é um Zé ninguém desconhecido, quem vai te dar credibilidade? No máximo seus leitores. E embora alguns blogs contem com milhares de leitores, ainda são desconhecidos da maioria do público da Internet. Só mostrando sua força é que os blogs realmente podem conquistar um lugar ao sol, ao lado das mídias mais tradicionais. O futuro começa aqui.

Beto Largman seguindo o estilo do Guilherme fez uma única pergunta:
Com a ascensão do poder dos blogs na mídia, o que fazer para evitar incorrer nos vícios e defeitos da mídia tradicional, como a manipulação de informações, a publicação de matérias pagas que parecem conteúdo jornalístico escancaradamente, o favorecimento de parceiros comerciais etc?

Resposta de Tiago Dória
Acredito que sejam os mesmos procedimentos para obter os acertos das mídias tradicionais. Checar informações, ser coerente nas ações e deixar claro ao leitor quem são os seus parceiros comerciais e quando o conteúdo ou post é pago.

Os dilemas éticos, por assim dizer, das novas mídias são os mesmos das mídias tradicionais, de quem trabalha com a publicação e produção de conteúdo. Só mudam as ferramentas.

Comentário de Nospheratt: Concordo. O que não compreendo é porque estão exigindo dos blogs certas coisas que não se exigem nem nunca se exigiram de outras mídias. A propaganda existe em TODOS os meios de comunicação, e embora quase ninguém goste delas, todos as aceitam como parte do trato. Porque reclamam dos blogs que tem propaganda? Exigem insenção dos blogs, coisa da qual TODOS os meios de comunicação carecem. Pode haver seriedade, responsabilidade, objetividade - mas nenhum jornal, rádio, canal de TV ou afins é ISENTO.

Os dilemas são os mesmos; o que é realmente inovador é que nesta nova mídia, esses dilemas são sobretudo pessoais. As questões éticas são discutidas coletivamente (às vezes até demais pro meu gosto), mas as decisões dependem de cada um, é uma coisa mais entre o blogueiro e sua consciência.

Resposta de Rosana Hermann
A grande diferença entre o blog e todas as outras mídias é que você tem contato direto com a massa de consumidores que, além de serem leitores são também críticos e ombudsmans do seu produto. O leitor interfere, co-produz, julga, responde, rebate, critica, elogia, percebe. Nenhum outro veículo de comunicação de broadcast recebe esta carga no próprio veículo. A TV não tem um picture in picture com os telespectadores, a midia impessa não tem uma coluna aberta para os leitores (no máximo uma seção de cartas e emails). Nem o rádio abre o microfone indiscriminadamente para ouvir críticas dos ouvintes. mas o blog tem no sistema de comentários a possibilidade de resposta direta do seu usuário, o que muda totalmente o relacionamento.

Blogar é um exercício diário. tem que controlar a ira, tem que ser paciente, tem que ser isento, tem que ser verdadeiro. Se você mente os leitores desmascaram você, se você manipula você se expõe.

Por isso, o blogueiro deve sempre jogar aberto. Dizer a verdade. Ser fiel ao leitor que valoriza seu produto. A postura do blogueiro deve ser ecológica. Não faz sentido destruir o meio onde ele e todos coexistem.

Comentário de Nospheratt: O blog é o meio de comunicação mais “corajoso” digamos, pois o blogueiro dá a cara à tapa. O blogueiro inteligente não tem vergonha de reconhecer que errou, se enganou, de pedir ajuda ou dizer “não sei”. A interação imediata e contínua dos leitores ajuda bastante; eles constituem uma espécie de vigilância e termômetro. Você não vê nada disso na mídia tradicional.

Claro que também está o outro lado; a liberdade editorial também permite que você faça qualquer merda que desejar, pois não tem de prestar contas à ninguém, não tem chefe nem patrão olhando por cima do ombro. E a natureza da web cria muitas vezes a ilusão de poder ilimitado, de que é possível fazer qualquer coisa sem ser pego. E existem muitos casos em que o blogueiro é um artista da dissimulação, convence muita gente de que é um gênio, uma pessoa excelente, autor de textos interessantíssimos. Às vezes esses “artistas” são descobertos, denunciados por plágio/sacanagem/mau-caratismo, e acabam sendo recluidos ao ostracismo que merecem. Infelizmente, muitas vezes eles continuam por aí, enganando as pessoas, se fazendo passar por santos e se aproveitando de quem podem.

No final do dia, tudo se resume ao que já falei antes: o blog é reflexo do blogueiro. Não faz sentido destruir o meio onde se vive; mas estamos com um enorme buraco na capa de ozônio, e com uma Amazônia cada vez menor, não é mesmo, minha gente?

Finalização por Nospheratt:

Tudo indica que a história dos blogs no Brasil se encontra num ponto de inflexão. Aonde essa linha se dirigirá, vai depender muito de nossa capacidade de organização, de união, de maturação.

Esse processo ainda vai levar vários anos; as empresas e a mídia estão começando a notar os blogs – o que falta agora é conseguir que a massa do público conheça e adote a blogosfera como um meio de comunicação à mais.

Do meu ponto de vista, esses dois elementos serão os determinantes no nosso futuro: a união/organização e a conquista do grande público. Se falharmos em algum desses pontos, a estrada rumo ao sucesso (de todos) será muito, muito mais longa e pedregosa.

Por sorte, o que estamos vendo são passos muito positivos nesse sentido, principalmente em relação à organização. Esperemos que a união aumente a visibilidade e facilite a conquista do público. E só depois disso é que poderemos exigir com propriedade aos outros meios, respeito, credibilidade, igualdade.

Precisamos de mais estratégias, mais parcerias, mais idéias inovadoras e inteligentes. Quem se habilita?

Continue reading » · Rating: · Written on: 08-17-07 · 45 Comments »

Cotas em universidades? Estamos quase lá.

cotasNo último dia 13 foi realizada na Assembléia legislativa do Ceará uma sessão que discutiu a implementação de cotas em nossas universidades; esse tema não é mais nenhuma novidade, já se tem ouvido falar costumeiramente sobre algo parecido mas pouco se tem de concreto além de projetos. Antes de mais nada é necessário que se esclareça no que consiste esse sistema de cotas em universidades e aqui no Ceará mais precisamente o projeto prevê que 50% das vagas de universidades públicas seriam destinadas para alunos do ensino público, índios e negros, ou seja os alunos que se inscrevessem no vestibular possuindo esse perfil concorreriam dentro dessas vagas. Essa medida visa inserir no ensino superior pessoas que na atual conjuntura encontram dificuldades em chegar a esse patamar pela discriminação, aumentando as chances de todos na sociedade galgarem posições de destaque ou simplesmente empregos e melhores condições de vida . Ou seja esses grupos marginalizados por meio da cotas teriam condições de enfim venceram o obstáculo quase intransponível da discriminação.

A discriminação está tão enraizada em nossa sociedade que não nos damos conta; achamos normais a quase ausência de negros e de colegas de colégios públicos em nossas universidades, passa a ser algo banal. Aí alguns dizem que não há discriminação no Brasil, que aqui não existe qualquer espécie de preconceito e as cotas é que seria uma forma de discriminação a esses grupos. A discriminação está também na diferenciação de oportunidades que essas camadas possuem, não somente em relação a forma natural que convivemos com pessoas diferentes de nós mesmos. Ou seja o Brasil é sim um país com discriminação porque diferencia na sociedade aqueles que podem ou não ter seus potenciais desenvolvidos.

Quando no começo do meu estudo sobre as cotas eu me mostrava um pouco receoso em relação a estas, conquanto com um pouco mais de tempo aqueles meus pensamentos negativos sobre essas medidas acabaram por ser amenizados; primeiramente se pode pensar que resguardando tais vagas para esses grupos a margem da sociedade estar-se-ia colocando em risco a qualidade do ensino superior brasileiro e pior legalizando a diferenciação entre os cidadãos de acordo com sua raça e status social. Isso na verdade é apenas um detalhe dentro de um contexto maior já que na prática essa diferenciação já existe, a nossa Constituição Federal, nossa lei maior, iguala todos perante a lei garantindo os direitos ali existentes, direitos esses como a educação; mas do que adianta ela nos garantir uma igualdade se na prática não é o que acontece; as cotas estão ai como um instrumento para efetivar, tornar prático, aquilo que está na lei noutras palavras garantir o acesso ao ensino superior a todos e fazer disso um trampolim para alcançarem outros objetivos até então de difícil acesso devido ao problema da discriminação que está enraizada em nosso povo.

Continue reading » · Rating: · Written on: 08-15-07 · 7 Comments »