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Quando um publicitário deixa de ser um consumidor comum

Quando um publicitário começa sua formação vê todo aquele paraíso (novidades), um curso diferente que proporciona ao estudante debates, discussões, campanhas, concursos, que impressiona ao mostrar um conteúdo que ele nunca tinha imaginado antes estudar. Rapidamente surge aquela frase “que viagem brother” em momentos de surpresa que sentimos que é aquela a profissão que tanto sonhávamos.
De repente o vício ou olhar modificado do publicitário começa a mostrar que ele não é mais um consumidor comum, como um advogado, um médico ou um engenheiro, que compram um produto que está sendo divulgados por publicitários. Os consumidores comuns nem mesmo discutem o sentido do slogan do xampu que comprou ou se a logomarca está adequada com sentido ou se é somente mais um símbolo bonitinho feito por um estagiário da gráfica onde ele costuma fazer copia de arquivos e isso acontece com pessoas que não são formadas em publicidade ou até mesmo pessoas formadas.
Todo publicitário odeia mudar de canal, sabe por quê? Ele, sim, faz questão de assistir as propagandas que estão sendo exibidas, ao contrario do consumidor comum. Notando as propagandas discutindo o slogan, xingando o visual ou quando ele diz “como gostaria de, um dia, produzir uma peça publicitária como esta”. Este é o momento no qual um publicitário deixa de ser mais um consumidor comum e torna-se um consumidor crítico, que entra na cabeça dos consumidores comuns de várias formas até mesmo com a velha teoria Hipodérmica. “Compre Batom, Compre Batom, Compre Batom…


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    Postado por Aluisio Saboya em 21 de agosto de 2007 :: Sobre: Boca solta, Cultura, Publicidade
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    13 Comentários sobre “Quando um publicitário deixa de ser um consumidor comum”

      Leonardo Pessoa | 21 de agosto de 2007 Reply to this comment

      Quando eu fiz o curso de Editoração Eletrônica a minha professora me ‘alertou’ para isso. Nunca mais olhariamos outdoors e cia. com os mesmos olhos!
      Abraço!

      Plinio Marcos Moreira da Rocha | 21 de agosto de 2007 Reply to this comment

      Embora nunca tenha trabalhado ou feito qualquer coisa próximo a Publicidade sempre A enxerguei como uma “ARTE”, e como tal, sempre me dispus a analisá-la com relação ao bom gosto, a criatividade, a elegância, a forma e a seu conteúdo.
      Quando verifico que determinada propaganda (feita sob encomenda para gerar um tipo de atitude daquele que a Assiste, Le ou Ouve) consegue atingir de forma tão clara e simples seu objetivo, fico extasiado e me pergunto como alguem pode ser tão sensível a ponto de desenvolver tamanha beleza de obra.
      Nós consumidores comuns tambem temos “olhos” para o Belo, Elegante e Sensível e sempre estaremos atentos aos Comerciais e suas Sugestões, afinal, são estes atributos que nos provocam.

      Aluisio Saboya | 21 de agosto de 2007 Reply to this comment

      Plinio, com ctza o consumidor comum também consegue ver o BELO
      mas não está embutido no olhar dele o olhar técnico de cobrança !
      abraço

      Erik Marques | 22 de agosto de 2007 Reply to this comment

      Sempre é assim, em qualquer profissão, nunca mais olhamos da mesma maneira.

      Plinio Marcos M. Via Rec6 | 22 de agosto de 2007 Reply to this comment

      Quando comparamos trabalhos e chegamos a criticá-los, memso que empíricamente, não estamos sendo consumidores, estamos sendo críticos apenas, isto é, a avaliação empírica pode chegar próximo a avaliação técnica, pois, todo técnica é iniciado num processo empírico.
      O que quis dizer, foi, nem todos os consumidores olham a propaganda apenas como um veículo mercadológico, e portanto, procuram avaliar a idéia, a forma, a elegância, a sensibilidade da intensão que a mensagem tenta produzir.
      Se voce faz isso sempre, por mais ignorante que seja acabará enxergando alguma técnica e fará mesmo que medíocre uma avaliação técnica.

      Plinio Marcos M. Via Rec6 | 22 de agosto de 2007 Reply to this comment

      Prezado Aluísio, me sinto na obrigação de exemplificar, minha colocação, a mais ou menos 2 anos atrás a DOVE estava com uma linha publicitária muito interessante, onde veiculava vários tipos físicos de Mulher correndo numa praia e sinalizando que TODAS de alguma forma eram bonitas, porem, a complementação desta peça publicitária incluiui um OUTDOOR com a apresentação de uma modelo magra comparando-a a beleza de uma praia linda reta, ocorre, que o texto ali empregado tinha 2 duas possíveis interpretações sendo uma delas muito prejudicial às meninas magras que não sabiam lidar com isto, portanto, ousei ao escrever um email à gerente de produção da UNILEVER no interesse de fazê-la refletir sobre o potencial de reação ao produto numa interpretação inconveniente, mas plausível, da peça promocional, o que no meu entender é a principal questão em marketing.
      Ao receber a resposta da ciatda Gerente, fiquei surpreso, pois, a mesma não havia atingido o meu objetivo, portanto, respondi-a sem nenhuma preocupação com palavras e sim com o intuito de mostrar-lhe que esta peça em particular alem de ser de mau gosta estaria agredindo e possivelmente associando uma idéia contrária a campanha, isto é a dee que um tipo físico existe e tem possibilidades de beleza como uma praia deeserta sem curvas (possivelmente a modelo que se expôs sem saber que seria identificada como uma praia deserta sem curvas e outras Mulheres que poderiam assim se sentir), bem como que no meu entender a postura de mostrar sempre vários tipos físicos garantiriam o sucesso, muito embora, tivesse ressaltado que minha esposa não poderia ser enquadrada na situação, pois, apesar de sua idade é uma mulher linda por fora e por dentro.
      Portanto, após alguns dias pude observar que a peça havia sido interrompida, espero sinceramente que tenha sido provocado por pura reflexão dos Responsáveis.

      Aluisio Saboya | 22 de agosto de 2007 Reply to this comment

      Plinio, excelente passe ia entender muito melhor o que você quis dizer com o seu primeiro comentário, me fez até mudar o meu modo de pensar.
      muito obrigado pela sua participação, está contribuindo com meu conhecimento
      e dos leitores!
      abraço cara!

      Norberto Kawakami | 22 de agosto de 2007 Reply to this comment

      isso aconteceu comigo com a física, epistemologia e informática. Tanto que assistir o filme Matrix foi muito mais que efeitos especiais e artes marciais… Na época quase pirei de tanta elucubração…

      abrarço

      elisabetecunha | 24 de agosto de 2007 Reply to this comment

      Muito bom Saboya!!!!

      Plinio Marcos M. Via Rec6 | 9 de maio de 2008 Reply to this comment

      ———- Forwarded message ———-
      From: CONAR
      Date: 08/05/2008 23:15
      Subject: Cópia da sua reclamação
      To: Plinio Marcos Moreira da Rocha

      Segue abaixo uma cópia da sua reclamação enviada ao CONAR - Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária.
      Obrigado.

      NOME: Plinio Marcos Moreira da Rocha
      RG: 3932860-4
      EMAIL: pliniomarcosmr_gmail.com
      ENDEREÇO: Rua Gustavo Samapaio 112/603
      CIDADE: Rio de Janeiro
      ESTADO: RJ
      TELEFONE: 21 25427710
      PRODUTO/SERVIÇO ANUNCIADO: Promover a Propaganda Responsável
      ***************************************************************
      VEÍCULO DE COMUNICAÇÃO: Televisão
      EMISSORA DE TV: Todas
      DATA TV: Diariamente
      HORÁRIO TV: Nobre
      MOTIVO: Propaganda Enganosa
      ***************************************************************

      ———- Forwarded message ———-
      From: Conar
      Date: 09/05/2008 08:06
      Subject: Re: CONTATO
      To: Plinio Marcos Moreira da Rocha

      O Conar agradece o seu contato.
      Suas considerações/sugestões/dúvidas serão analisadas por nossa equipe.

      Caso sua reclamação motive a abertura de um processo ético a respeito de anúncio/campanha, V.Sa. poderá ter acesso a decisão no site http://www.conar.org.br, onde são divulgados boletins mensais com os desfechos dos casos analisados no período.

      Havendo necessidade de maiores esclarecimentos, ligue para (0xx11) 3284 8880.

      Conar
      Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária.

      Plinio Marcos M. Via Rec6 | 9 de maio de 2008 Reply to this comment

      Prezados,
      Apresento abaixo o texto encaminhado ao CONAR %3 Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária através do site http://www.conar.org.br/ , opção contato, endereçando o formulário à Diretoria, e em seguida ao registro da denúncia, em 09 de maio de 2008 às 08:45.

      Prezados,
      Com o intuito de melhor embasar minha denúncia feita ontem, gostaria de chamar a atenção para a única propaganda isenta de custos, a chamada propaganda ËOCA-A-BOCA%D, que por ser Voluntária é GRÁTIS, e entre todas é a mais eficiente.
      Quando coloco em destaque este tipo de propaganda, o faço, na certeza de que Ela é CONSEQUÊNCIA da QUALIDADE de Produtos e Serviços que ao serem mencionados, ou mesmo indicados, OS coloca em evidência NATURALMENTE.
      Portanto, **nem** mesmo a propaganda BOCA-A-BOCA é **capaz** de **estimular a competição** e **nem reduzir preços**, mas com certeza, é **capaz** de **BEM INFORMAR** positivamente, ou negativamente, em função de ato voluntário, o Consumidor do(s) fato(s).
      Atenciosamente,
      Plínio Marcos

      Plinio Marcos Moreira da Rocha | 12 de maio de 2008 Reply to this comment

      Comentário colocado na Via6 em Friday, 09 de May de 2008 - 00:22 que infelizmente não ficou registrado aqui.

      Prezados,
      Apresento abaixo o texto encaminhado ao CONAR %3 Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária através do site http://www.conar.org.br/ , opção contato, endereçando o formulário à Diretoria, e em seguida ao registro da denúncia, em 08 de maio de 2008 às 23:30

      Na campanha publicitária da ABA veicula novo comercial para promover a propaganda responsável e a liberdade da comunicação.

      O Senhor Ricardo A. Bastos, Presidente da Associação Brasileira de Anunciantes, afirma textuakmente: “A propaganda informa os Consumidores e estimula a competição. Ajuda a melhorar produtos e serviços e a baixar os preços.”

      No texto apresentado me são discutíveis 2 (duas) idéias:
      estimula a competição
      Esta premissa nos dá a entender que a competição se apresenta em função da propaganda, quando na realidade, ela tem PESO preponderante na avaliação do Consumidor no contexto da competição, isto é, agrega à competição fatores outros que não só a qualidade e preço do produto. Portanto, estamos frente a uma manipulação pueril, onde existe forte indução a raciocínio outro que não a VERDADE.

      baixar preços
      Esta premissa nos dá a entender que a propaganda efetivamente reduz custo e o preço final, quando na realidade, Ela intrinsecamente aumente custos, porem, tais custos podem MAXIMIZAR ganhos. Portanto, estamos, de novo, frente a uma pueril manipulação, onde existe forte indução a raciocínio outro que não a VERDADE.

      Não discordamos da necessária defesa da propaganda, pois, Ela, de fato, quando feita com Ética, ajuda os Consumidores, porem, não podemos permitir que afirmações como “REDUZ Preço” e “Estimula a competição” sejam colocadas, uma vez que, Ela é um custo agregado que altera de forma substancial os referenciais de Competição, onde, a procura por qualidade, desempenho, durabilidade e o próprio preço não são consequências naturais do uso da propaganda.

      Este email tenta dar sustentação à denúncia feita.
      Atenciosamente,

      Plinio Marcos Moreira da Rocha | 27 de junho de 2008 Reply to this comment

      Proposta feita ao CONAR de refletir sobre o fato concreto de que direção com qualquer teor alcóolico representa um Crime DOLOSO e não mais CULPOSO, de tal forma, relacionar a proibição de piblicidade relacionada ao vício de fumar, que em princípio, tem muito menos repercução que o efeito nefasto do alcool.

      Proposta CONAR Reflexão Publicidade Bebida Alcóolica ser Responsável
      http://www.scribd.com/doc/3671943/Proposta-CONAR-Reflexao-Publicidade-Bebida-Alcoolica-ser-Responsavel

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