Sexo na Cabeça
Luís Fernando Veríssimo, gaúcho natural de porto alegre, é casado desde 1964 com Lúcia Helena Massa, com quem teve três filhos: Fernanda, a primogênita, mora em Paris, e é jornalista; Mariana, a filha do meio, é escritora e roteirista, e vive em São Paulo e Pedro, o caçula, é músico, apesar de ter seu próprio apartamento, mora com os pais em Porto Alegre. A família sempre esteve muito presente em sua vida. O primeiro jornal que editou foi em 1950, aos catorze anos, com sua irmã Clarissa e o primo Carlos Eduardo Martins. Chamava-se “O Patentino”, apenas com notícias da família. O jornal era colado na parede do banheiro de sua casa.
Mesmo com os primeiros sinais literários surgindo precocemente, Luís Fernando Veríssimo demorou muito para entregar-se a seu talento. Ele mesmo conta que testou muitas outras coisas antes que a vida o levasse ao campo literário. Aliás, em entrevista concedida no dia 2 de maio de 2005, a graduandos do curso de Jornalismo da Universidade do Vale do Rio do Sinos (Unisinos), de São Leopoldo, afirmou que “ao chegar aos 31 anos e perceber que não tinha dado certo em nada, resolvi tentar a sorte como escritor, a partir de um convite do Jornal Zero Hora (de Porto Alegre)”. Onde se entregou.
Escritor que encanta seus leitores com a ironia inteligente dos seus textos, um cara discreto que expõe-se somente através de seus textos, simples, que está sempre com seu sorriso estampado no rosto e escrevendo seus textos com muito humor. Este verdadeiramente brasileiro, o humor irônico e sutil com histórias do cotidiano. O livro Sexo na Cabeça (Objetiva, 148 págs, R$28) traz 47 de suas melhores crônicas sobre o assunto.
Seus amigos dizem que ele escreve falando, e isso é a pura verdade. Podemos notar claramente quando ele pronuncia-se na sua crônica Laurita “(Nota pessoal do autor: sempre gostei muito de “soerguer-se”, mas tive poucas chances de usá-lo. Agradeço a oportunidade. Um abraço nos meus familiares. Segue a história.)” como um ator com seus agradecimentos por tal oportunidade. Diante dessas maneiras breves e simples de aparecer por completo em seus livros, fazendo de suas crônicas seu palco predileto, diz coisas as quais todos nós passamos em nosso dia-a-dia com a sua ironia elegante e que traz o leitor para intimo de suas historias sobre aquilo que está sempre na nossa cabeça. Faz-nos lembrar daquela primeira namoradinha, daquela vez que saiu para uma festa com amigos, quando o leitor menos espera, se pega comparando momentos que por ele já foram vividos, e sempre há no final aquela risada a base de nostalgia, tornando-se amigo de seus personagens ou até mesmo o próprio personagem.
A grande vantagem de ler livros de Luis Fernando Veríssimo é que você nunca vai encontrar humor negro e nem crônicas que agridam o leitor. Longe disso, Filosofia prática essa é a grande virtude do cronista, absorver e transpirar tudo o que é vivido e o que foi. Humor bem temperado gramaticalmente, trazendo novidades para muitos ou nem tantas para outros, mas sempre fazendo graça ao falar delas dando brilho na leitura.









bela dica!
Recentemente, dei um livro do Veríssimo pro meu sogro, ele adorou!!!
Caso queira um convite para o Wallop http://juliocamara.com/?p=51
Abraços meu Bruxo!!
“Em geral quando termino um livro encontro-me numa confusão de sentimentos, um misto de alegria, alívio e vaga tristeza. Relendo a obra
mais tarde, quase sempre penso ‘Não era bem isto o que queria dizer’.”
Érico Veríssimo